Mox in the Sky with Diamonds

quinta-feira, janeiro 22, 2009

EM DOIS TEMPOS

HOJE FINALMENTE me deu vontade de escrever de novo. Então eis uma bomba de posts.
Vou falar um pouquinho dos meus times. Primeiro, o lá do outro lado do Atlântico - Real Madrid.
Era plenamente previsível que o Madrid enfrentaria dificuldades esse ano. Um clube que ostenta a qualidade de ser o maior de todos e não tem nenhuma estrela no elenco evidentemente iria sofrer. Robinho, o único projeto, resolveu ir para o ManCity (HAHAHA). Ficaram apenas jogadores em declínio [Raúl, Guti, Cannavaro, Saviola], razoáveis [Diarra, Heinze, Metzelder] e muitas promessas [Sneijder, Gago, Higuaín, Drenthe, Marcelo, Van der Vaart, Robben]. Apenas dois jogadores em grande fase: Casillas e Sergio Ramos. O problema é que a "hinchada" não tem paciência para o crescimento dos jovens, como tem a do Arsenal, p.ex [aliás, torcidas britânicas e argentinas são exemplos para o mundo inteiro]. E, sem uma estrela para conduzir o meio de campo, estava claro que a equipe de Schuster não iria crescer. Van der Vaart certamente não era esse jogador. É bom jogador, mas do nível de Sneijder. O time do Madrid não era suficientemente competitivo para enfrentar grandes como Chelsea ou ManUnt.
Tudo piorou com o crescimento do Barça. Para os que não acompanham, informo que o futebol espanhol funciona como uma gangorra, exatamente como entre os gaúchos. A ascensão do Madrid havia sido demasiado pequena para segurar o Barça esse ano. Apesar do bicampeonato, a equipe jamais se solidificou. Caiu em desgraça. O bom treinador Juande Ramos foi trazido para o lugar de Schuster, reforços medianos foram contratados [Hunterlaar, Lassana Diarra], sem falar da cagada de Mijatovic que contratou jogadores que não podiam jogar a Champions; não bastasse toda essa crise, ainda o então presidente Ramón Calderón fraudou votos em reunião e acabou tendo que renunciar.
Crise total. Nessas circunstâncias, o normal é que o time se afunde, ainda mais sendo uma equipe jovem. Cogita-se o retorno de Florentino Perez, o presidente dos "galácticos", no fim do ano. É uma saída. Um clube do perfil do Madrid não sossega. As promessas são grandiosas: trazer Arsene Wenger, técnico do Arsenal, junto com Fabregas, Cristiano Ronaldo e Kaká. Parece totalmente impossível. Só que o Madrid é a maior empresa espanhola e os clubes ingleses talvez tenham sido atingidos em maior intensidade pela tal "crise". Uma coisa é certa: só sobrevive com craques. São craques que levantam canecos no atual futebol europeu. O time mais "operário" dos últimos anos -- o Liverpool -- ainda assim tinha Gerrard no elenco.
Quando ao Grêmio, foi bem na estréia. Jadílson, com quinze minutos, jogou mais que Fábio Santos. Jogando no 3-5-2, não tem explicação para o Grêmio não colocar de titular. No resto, vamos deixar seguir. Rafa Marques foi bem, Ruy mediano, mas esforçado, e Alex Mineiro não teve oportunidades. Quem vem caindo há tempos é William Magrão, que arrisca sua titularidade por não ser grande marcador. Com Tcheco de segundo volante, talvez precisamos de mais força na primeira posição.

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