Mox in the Sky with Diamonds

quarta-feira, outubro 01, 2008

UM DETALHE

QUANDO CHEGOU NO GRÊMIO, afora 1001 explicações que teve que dar para a própria imprensa sobre sua "mudança" de comportamento nas entrevistas (numa espécie de diálogo tedioso que o torcedor tem que acompanhar porque os jornalistas veiculam demandas corporativas como se fossem de interesse geral), passou despercebido por alguns que Celso Roth negou, veementemente, ter feito terapia.
Que a imprensa esportiva é composta por conservadores brutamontes é algo que, ressalvadas algumas exceções (Tostão e Juca Kfouri, por exemplo), salta aos olhos. O futebol "dos machos" não tolera "terapia", coisa de "louco" ou efeminado. Por isso a pouca atenção ao fato de que não é nada anormal - ao contrário - fazer terapia. Aliás, jogadores como Ronaldo e Ronaldinho só conseguiriam agüentar a pressão se passassem constantemente pelo processo. As coisas ficam como ficam por isso. Então, "nada de estranho" perceberam nossos repórteres na "veemência" de Roth contra a terapia (se tivesse ouvido seu mestre Felipão...).
Coisa triste, porque acho que é justamente de um(a) bom(a) psicólogo(a) que precisa Roth para aprender a agarrar a vitória que ele mesmo conquista e, quando está muito próximo, deixa escapar.
Como brilhantemente fechou sua coluna hoje Tostão, "Freud explica".

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