Mox in the Sky with Diamonds

sexta-feira, abril 11, 2008

TRANSIÇÃO DOLOROSA, MAS NORMAL

Celso Roth, felizmente, é coisa do passado. Paulo Pelaipe se inviabilizou. Um conjunto de declarações infelizes e uma política mal-sucedida de contratações o transformou em vilão. Roth, por sua vez, apenas seguiu seu ritmo normal: depois de um início bem sucedido, desandou e teve o rumo costumeiro -- eliminação das competições.
Esse blog vem advertindo há muito tempo que a situação das contratações foi tenebrosa esse ano. O time está inquestionavelmente mais fraco, além de ter jogado fora toda sua base -- a espinha dorsal composta por jogadores como William, Tcheco e Sandro, lideranças que favoreciam a equipe.
Há ainda mais um problema: a troca de treinador. Esse blog não expressava seu medo ano passado pela troca de técnico por acaso.
Primeiro, porque Mano Menezes não tardará a mostrar que é um técnico de ponta. Sabe organizar o time, compõe sólidas defesas e não tem dificuldades de lidar com jogadores talentosos. Teve, no início, com Anderson. Mas a experiência o ensinou a fazê-lo. Hugo, Lucas, Léo Lima, Tcheco e Carlos Eduardo são exemplos de jogadores que Mano fez jogar. Com o tempo, Mano aprendeu o valor do talento e o fez jogar.
Segundo, porque a troca de treinador é sempre um evento traumático. Quando trocamos Tite, também era certo que passaríamos dificuldades. Todas as equipes que trocam técnico passam dificuldades. É um período de adaptação, até acertar o profissional certo. Curiosamente, até o teimoso futebol brasileiro, que insistia em demitir treinadores, está aprendendo que não é a melhor solução. A melhor solução, que o Grêmio ensinou ao Brasil desde há tempos (pelo menos desde Felipão), é manter o treinador, que dá consistência à equipe e pode imprimir seu estilo. Mas, para isso, é preciso um bom técnico, não qualquer um. O Grêmio passa por esse terrível período de transição, até acertar um bom técnico.
Até acertarmos, a transição será dura. Os gremistas têm que agüentar no osso.

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